CÂMARA PRESSIONADA A APRESENTAR SOLUÇÕES PARA A DÍVIDA

O presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves começa a sentir a pressão dos partidos da oposição à maioria PSD/CDS/PPM no sentido de apontar soluções para o problema financeiro - 140 milhões de euros de dívida e mais 11 milhões por contabilizar.

“Com que receitas pensa governar e cumprir as promessas, qual é o plano B se a Câmara de Aveiro não tiver acesso ao Fundo de Apoio Municipal (FAM)” (que o Governo ainda não disponibilizou), perguntou o socialista Nuno Marques Pereira durante a reunião da Assembleia Municipal da passada sexta-feira. A Câmara “deve apresentar uma solução”, disse Filipe Guerra, do PCP, que se mostrou preocupado com a “ingerência do Estado no poder local, uma espécie troika com um gestor na Câmara”, a acompanhar a aplicação o FAM. Aliás, um fundo que “deve ser evitado a todo o custo”, segundo o comunista.

Quanto ao “gestor”, Ribau Esteves disse que isso não acontecerá – “foi um desvario do secretário de Estado”, afirmou, mas admite que é forte a pressão da Caixa Geral de Depósito no cumprimento dos prazos para o pagamento das prestações bancárias, concretamente no pagamento na amortização do empréstimo de 58 milhões de euros.

Mas Ribau Esteves diz que, “com sem ou sem FAM, haverá restruturação financeira” além de que “ há vários planos alternativos”, prometendo “rigor, disciplina e objectivos”. A Câmara está em várias frentes. Na expectativa do FAM, na candidatura a fundos comunitários e na reestruturação organizativa.


Diário de Aveiro


Portal d'Aveiro - www.aveiro.co.pt