SYNFIBER CORRE RISCO DE ENCERRAR

Está muito complicada a vida de 150 funcionárias de uma empresa sedeada na Zona Industrial de Albergaria-a-Velha, a qual, em tempos, já foi uma «bandeira» da empregabilidade feminina na zona centro do país. A empresa Synfiber, ligada ao ramo de confecção de vestuário e de equipamentos de protecção, arrancou há 20 anos na zona industrial de Albergaria-a-Velha e nos seus primeiros e áureos tempos chegou a ser o maior empregador de mão-de-obra feminina, dando trabalho a mais de 300 mulheres. Os empresários, de origem norueguesa, não escondiam a satisfação pela aposta feita na Synfiber, mas há quase 10 anos começaram os primeiros problemas, originados pela concorrência dos mercados asiáticos, tendo sido feitos acordos de rescisão que reduziram o número de trabalhadoras para os actuais 150 postos de trabalho. Agora, vem a ameaça do encerramento total da unidade fabril, que trabalhava principalmente para o mercado de exportação, para países como Inglaterra, Itália, Espanha, Áustria, Alemanha, Dimamarca, Suécia e Noruega. As trabalhadoras, embora não tendo salários em atraso, têm ouvido rumores de que a Synfiber está a caminho da ruptura total e temem que quando regressarem de férias, a 23 de Agosto, a empresa já não reabra, lançando no desemprego mulheres cujos salários, em muitos casos, são o principal suporte das suas famílias. Algumas das funcionárias que ainda estão ao serviço da empresa declaram, sob anonimato, que a situação é de facto «muito má» e que pode terminar no desenlace fatal que todas as funcionárias da Synfiber temem e que é o flagelo do desemprego, que segundo dados oficiais, no concelho de Albergaria-a-Velha já atinge os 7,4 por cento, quase meio ponto acima da média nacional. Jacinto Martins
Diário de Aveiro


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