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17-03-2007

Poluição do ar: Aveiro e Estarreja no «Top 3»


Aveiro já tem um plano traçado para «atenuar as disfunções ambientais», mas em Estarreja, a autarquia local está convencida que, mais uma vez, está a pagar a factura de ter duas torres de medição do ar instaladas no concelho


Um estudo académico sobre as emissões de CO2 e partículas para a atmosfera, que deverá estar terminado em Maio, aponta Aveiro e Estarreja como segundo e terceiro concelhos mais poluídos da zona Centro, respectivamente. Conforme adiantou um dos investigadores envolvidos no projecto, Carlos Borrego, docente do Instituto do Ambiente e Desenvolvimento (IDAD) da Universidade de Aveiro, a Marinha Grande em particular – por ser o concelho que lidera a lista - apresenta «uma concentração de partículas muito elevada», que se situa «muito perto do limite legal», na ordem dos 50 microgramas por metro cúbico.
O estudo técnico indica Aveiro e Estarreja como os dois concelhos seguintes neste ranking da zona Centro dos municípios com o ar mais poluído, seguindo-se depois outras cidades como Coimbra ou Leiria.
Em Aveiro, mais do que rebater os dados, o vereador do Ambiente da Câmara Municipal prefere enaltecer o trabalho que vem sendo feito para reduzir «estas disfunções do ambiente que ainda subsistem no nosso concelho». Miguel Capão Filipe aponta que a autarquia apresentou, «há cerca de três meses, o Plano Municipal do Ambiente, que depois foi distribuído às autoridades públicas e privadas». O objectivo do vereador é tornar Aveiro num município modelo, em termos ecológicos dentro de três anos, no máximo. «Esse plano contém uma série de acções que conduzirão Aveiro para esse objectivo, mas isso tem que passar pelo envolvimento de todos os agentes do concelho».
A autarquia tem as fontes poluentes perfeitamente identificadas e prevê ter, em 2010, «as principais disfunções ambientais atenuadas».
A investigação do IDAD incide nos concelhos da zona Centro, procurando comparar e fazer uma seriação dos dados das estações de monitorização da qualidade do ar espalhadas por toda a região, explicou Carlos Borrego.
É por aqui que a questão deve ser interpretada, segundo José Eduardo Matos, presidente da Câmara Municipal de Estarreja, que considera os dados parciais por ter uma estação de monitorização do ar instalada no concelho. «Quem lê o estudo pensa que todos os concelhos têm uma, mas isso não é verdade», esclarece o autarca, para quem o presente estudo é em tudo semelhante ao alarme suscitado nas notícias sobre os níveis de ozono. «Como temos aqui duas torres de medição, era sempre em Estarreja que o ozono atingia níveis elevados e nós sabemos que noutros concelhos sucedia o mesmo ou pior, mas como não tinham equipamento, não se falava neles». A autarquia reclamou por se considerar injustiçada e as informações passaram a difundir os níveis de ozono como sendo de Estarreja, Ovar, Murtosa, Albergaria, Oliveira de Azeméis e parte de Aveiro.
Não dá para esconder que Estarreja tem um Complexo Químico vasto e importante, mas José Eduardo Matos assegura que as empresas nele instalado estão sujeitas a controlos apertados e têm realizado «importantes e avultados investimentos no cumprimento da legislação ambiental e a realidade de hoje não tem rigorosamente nada a ver com o que aqui se passava há 20 anos». Portanto, na óptica de José Eduardo de Matos, o estudo agora anunciado deve ter por base os mesmos pressupostos dos níveis de ozono que eram inicialmente atribuídos a Estarreja e depois tiveram que ser alargados a outros concelhos da região.

Estudo não está fechado

De acordo com os seus promotores, o estudo ainda não está terminado, porque «a informação técnica não está toda analisada pelos investigadores do IDAD».
No entanto, Carlos Borrego nota que a região Centro é caracterizada por valores de concentração de dióxido de carbono e de partículas na atmosfera muito díspares, caso se tratem de concelhos do litoral ou do interior.
«Alguns concelhos do litoral, com indústrias e muitas acessibilidades, apresentam valores próximos dos registados na Grande Lisboa e no Grande Porto», revelou o ex-ministro do Ambiente.
Para a poluição do ar que se verifica, em muitos casos próxima dos limites previstos pela Lei, concorrem «muitos factores», desde a presença de indústrias pesadas à existência de vias de comunicação. «Os concelhos próximos de auto-estradas têm valores mais elevados do que os restantes», salientou Carlos Borrego.
De acordo com os dados preliminares do estudo, os investigadores detectam valores elevados de dióxido de carbono, partículas e óxido de azoto, explicou Carlos Borrego, que não quis pormenorizar quais as quantidades detectadas.
Os trabalhos de análise das estações de monitorização da qualidade do ar deverão estar terminados em Maio, de modo a serem incluídos no Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT) do Centro.

Luís Ventura

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