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10-05-2004

«Casa de Repouso de Barrô é das melhores do país»



«Por aquilo que já visitámos, julgo que a Casa de Barrô tem todas as condições para estar entre as melhores casas de repouso do país». A convicção é manifestada por Adolfo Roque, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Águeda que, nesta altura, concentra a sua atenção na promoção e arranque de um dos empreendimentos de maior envergadura do género. Trata-se da Casa de Repouso Dr. António Breda e Léa Breda, um imóvel dotado de 63 quartos e suites, sobre uma paisagem deslumbrante, onde nada foi deixado ao acaso, dispondo de todos os serviços de apoio necessários aos potenciais hóspedes Quando foi eleito provedor da Santa Casa da Misericórdia de Águeda, indiciou algumas preocupações relativamente à situação financeira da instituição. Nesta altura, como estão as coisas? A situação não se alterou sensivelmente. Isso só pode acontecer através da venda de património, e neste momento não temos condições para vender património. Temos dois activos de vulto alienáveis – uma casa em Lisboa, na qual está uma senhora que tem usufruto e, por isso, está altamente desvalorizada; e temos também a Quinta do Redolho que tem um projecto urbanístico que entendemos que não é o mais conveniente e que, por esta razão, está fortemente desvalorizado. Neste sentido, já propusemos à câmara a sua alteração, para uma melhor urbanização e melhor espaço lúdico/parque, e assim obter uma valorização do terreno, com vantagens obvias para a Misericórdia. A Misericórdia optou por avançar com a promoção e divulgação, tendo em vista o funcionamento da Casa de Repouso Dr. António Breda e Léa Breda, sem recorrer a parcerias nesse sentido? Quando a Misericórdia optou pelo projecto da Casa de Repouso, havia falta deste tipo de equipamentos. Portanto, nessa altura, era fácil vender o usufruto do espaço, porque as pessoas queriam ter a garantia de, quando precisassem de um espaço de qualidade, o poderiam ter com segurança. Como isto era um negócio interessante, houve muita gente que arriscou nele, e neste momento o que se passa é que existem muitos espaços destes, e as pessoas não estão dispostas a comprá-los, porque já não precisam da garantia do mesmo. Por isso mesmo, nós optámos por outras alternativas de utilização daquele espaço, que passam fundamentalmente – sem deixar de dar a possibilidade de compra – por levar as pessoas a pagar um conjunto de duas parcelas: uma que é igual para toda a gente, a que chamamos pensionato (pelo facto da pessoa lá estar e destinado a alimentação, medicamentos, etc), e que representa mensalmente uma verba de 750 euros; e uma segunda parcela, a que chamamos renda, pela utilização do quarto ou suite. Neste caso, os valores variam consoante a localização e área, e oscilam entre os 200 e os 700 euros. Em suma, nós estamos a oferecer aos potenciais utilizadores a possibilidade de pagarem entre 190 e 290 contos/mês, isto num complexo que tem instalações de qualidade extraordinária, enquadradas numa parte histórica tradicional, que deriva da recuperação da casa do Dr. António Breda e da esposa – e que são os doadores daquele espaço – e de alguma forma iremos reconstituir parte da vida daquele casal, fundamentalmente do Dr. António Breda que, como se sabe, foi o primeiro director do hospital de Águeda e que fez dele o melhor hospital de província do país, que era conhecido em Coimbra como a Universidade de Águeda. Não deixa de ser curioso que nesta Casa de Repouso se concentra muita da história da Misericórdia de Águeda. É a casa do primeiro e segundo médicos da instituição, e do Dr. Breda, o patrono que, através da sua acção, talvez seja o que mais contribuiu para o engrandecimento da Misericórdia. Poderemos dizer que, nesta altura, a Casa de Repouso de Barrô, está numa fase de arranque, para a sua abertura em definitivo aos futuros utentes a breve prazo? Antes de abrir, foi preciso tratar de definir os parâmetros de funcionamento, preparar os espaços comuns, preparar o pessoal, fazer a promoção e, só depois de conseguirmos ter um efectivo mínimo para utilização é que poderemos arrancar em definitivo. Isto porque o funcionamento da casa com uma pessoa ou com 10 hóspedes tem os mesmos custos de pessoal. Por esta razão, nesta altura estamos numa fase de promoção do empreendimento, de maneira a permitir que os potenciais hóspedes saibam que aquela casa existe e em que condições funciona. Gostava de referir que, além das belíssimas instalações, a Casa de Barrô está dotada de um espaço exterior extraordinário, com uma paisagem que varia ao longo do ano, que vai dos vales de arroz, transformados em lagos quando em tempo de cheias, até às serranias do Buçaco e Caramulo. Tem uma vista ímpar. Não conheço nas redondezas outro espaço igual com uma paisagem tão deslumbrante. Por outro lado, a localização do empreendimento, em Barrô, permite aos seus utentes disporem de uma série de serviços que vão do café, banco, farmácias, esteticista, ginásio, pavilhão desportivo, espectáculos vários, até à proximidade de um hotel, e de dois restaurantes dos melhores de leitão à bairrada. Isto permite que qualquer hóspede se sinta bem não só dentro de casa, como no meio envolvente. Como classificaria este empreendimento na área a que é destinado? Eu diria que a Casa de Repouso de Barrô é das melhores que eu conheço. Julgo que este projecto tem condições para ser tão bom como os melhores, e quero dizer que ao longo deste processo já visitámos muitos empreendimentos similares. Quais as suas expectativas quanto ao «timing»para o funcionamento em pleno da Casa de Barrô? Como já referi, a promoção está agora a começar a ser feita. Ainda estamos numa fase de preparação das instalações. Estamos a mobilar os aposentos, temos que proceder à colocação de placas indicativas do local, temos que equipar os vários serviços. Tudo isto demora o seu tempo e, sobretudo, é preciso cativar os potenciais hóspedes. Estes não estão à espera que a casa abra para entrarem. Tem de haver promoção da casa e levá-las a concluir que ali podem estar bem. Com um certo realismo, julgo que depois do Verão a casa esteja a funcionar. Colocar em funcionamento a Casa do Barrô foi um dos principais desafios que encontrou como provedor da Misericórdia de Águeda? Foi de facto. Não só meu, como de toda a competente equipa que me acompanha. Mas a instituição não se resume à Casa de Barrô. Trata-se de mais uma valência da Misericórdia. Temos em Águeda o Lar com cerca de uma centena de hóspedes internados, temos o Centro de Dia, o Apoio Domiciliário e a Casa da Criança, onde prestamos um serviço de alta qualidade e onde pretendemos ser melhores a cada dia. Sobretudo, temos tido a preocupação de, além de dar boa cama e mesa, dar também às pessoas um bom ambiente espiritual, para que não se sintam violentadas. É preciso que as pessoas se sintam felizes, e é isso que procuramos com os serviços que prestamos. Que outras iniciativas têm sido tomadas, desde que assumiu funções na instituição? Para além do projecto da Casa de Barrô, já tomámos algumas outras iniciativas. Introduzimos o gás natural, que permitiu uma poupança de energia calorífica na ordem dos 50%, colocámos uma empresa exterior a fornecer géneros alimentícios para ter a certeza da sua qualidade, aumentámos o número de lugares do ATL para o dobro, melhorámos o ambiente interno do Lar. Temos, de facto, tomado diversas iniciativas, porque a Casa de Barrô é realmente uma grande preocupação, mas não pode distrair-nos da nossa função da Misericórdia, que é tratar de todos os seus utentes com qualidade e sem desperdícios Casa de Repouso Dr. António Breda e Léa Breda Qualidade e bem-estar num só espaço Integrado numa magnífica paisagem, nas encostas de Barrô, com vistas deslumbrantes sobre os campos de arroz, e as serras do Caramulo e Buçaco, a Casa de Repouso Dr. António Breda e Léa Breda é, de facto um espaço único no género. O contacto com a natureza, o ambiente acolhedor, o seu espaço personalizado, irá proporcionar aos seus hóspedes um novo vigor. Trata-se de um moderno Complexo com 31 suites e 32 quartos, simples e duplos, em regime de ocupação mensal ou permanente. A par disto, o equipamento dispõe de uma diversidade de serviços de apoio integrados, como o são as várias salas de convívio, restaurante, espaços de lazer, ginásio, capela, estacionamento privado. Aliado a isto, o complexo dispõe também de assistência médica, serviços de enfermagem, lavandaria, biblioteca, salão de jogos e bar. Apesar de estar integrado num ambiente de sossego e tranquilidade verdejante, a Casa de Repouso Dr. António Breda e Léa Breda, encontra-se numa localização privilegiada em termos de acessibilidades e proximidade às capitais dos distritos de Aveiro e Coimbra, e ao mesmo tempo a poucos quilómetros da A1, a principal via de acesso entre o Porto e Lisboa. Dr. António Breda, o patrono Reconstituição de uma vida notável A reconstituição daquilo que for possível reunir sobre a vida notável do Dr. António Breda e sua esposa, ocupará um lugar de destaque na Casa de Repouso que ele próprio doou à Misericórdia de Águeda, do qual é patrono. Num dos espaços do imóvel, estarão expostos documentos como o seu livro de curso, e diversas fotografias de alguns dos momentos mais marcantes daquele que foi «o grande obreiro» da instituição, num lugar perfeitamente enquadrado e ajustado da Casa de Repouso. Casa que, como refere Adolfo Roque, o actual provedor, encerra grande parte da história da Misericórdia de Águeda. De salientar é também o seu contributo decisivo para o engrandecimento e reconhecimento do Hospital de Águeda. Tendo sido o seu primeiro director, fez desta unidade hospitalar o melhor hospital de província do país, sendo curioso salientar que era conhecido em Coimbra como a Universidade de Águeda. Momentos e percursos de um notável cidadão, que serão eternizados na Casa onde viveu e que agora se transforma também numa das melhores Casas de Repouso do país. António Jorge Pires

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